De quando os amigos partem
Quando falam de saudade, duas coisas passam pela minha cabeça: uma é a lembrança da cidade de São Paulo (motivo e assunto de sobra para um outro momento). A outra são as pessoas que tem algum significado pra mim que estão distantes por algum motivo. Geralmente são lembranças de pessoas que marcaram minha vida e que já não se encontram com frequência ao meu lado.
As perguntas que motivam-os a continuar com essa leitura é: Do que ele está falando e por quê? O porquê disso é mais fácil de responder: sábado fui numa reunião de despedida de um certo amigo dos tempos de colégio. Diminuímos a convivência quando ele foi pra São Paulo fazer faculdade e eu fiquei aqui por Campinas. Confesso que por minha culpa, não mantivemos o mesmo contato que tinhamos enquanto estudavamos juntos. A desculpa para isso não importa muito agora, já que não posso mudar o que passou. Mas uma coisa é certa: nunca deixei de ter admiração e respeito por esse cara.
É fácil perceber que já misturei as respostas das perguntas anteriores, mas whatever... Despedimo-nos dele, pois está indo para a França, ficar um bom tempo lá. Na volta pra casa, fiquei pensando na distância que começava a nos separar. Não eram mais 100 km na rota Campinas - São Paulo. Agora é algo que pra mim é imensurável. Pensei em algo que até agora jamais passara em minha mente: as pessoas queridas seguem suas vidas, e não sabemos o que vai acontecer em seguida, ou quando vamos nos encontrar de novo. E é assim que as coisas são. Novidade para mim, que sempre fui seguro sobre o meu futuro e o que acontece ao meu redor... Irônico, não? Enfim, agora me resta apenas desejá-lo boa sorte nessa empreitada... E espero que possamos nos encontrar em breve, e rir do que passou em nossas vidas. PS: Pensando agora, isso era o que eu queria ter escrito de verdade no presente que demos a ele. Mas acho que jamais pensaria nisso na hora...


